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Os cuidados com as crianças na hora da compra (RBS Bom Dia SC)

Entrevista no Jornal do Almoço RBS TV SC: 13º salário

Como gastar o 13º Salário

Entrevista sobre Finanças Pessoais

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Diferença de preços entre eletrodomésticos chega a 68%

Essa matéria é para quem acha que não vale a pena pesquisar.
Uma pesquisa do PROCON em São Paulo apontou a diferença de preços de 68% dos eletrodomésticos pode variar em até 68%. Então "fica a dica": o consumidor bem informado é um consumidor consciente. Pesquise os preços, use a internet e depois vá as compras sabendo quanto o preço pode variar de uma loja para outra.

Diferença de preços entre eletrodomésticos chega a 68%
Segundo pesquisa do Procon-SP, o Ponto Frio da região oeste da capital paulista foi a rede que apresentou o maior número de produtos com preços abaixo da média

Agência Estado
SÃO PAULO - Pesquisa da Fundação Procon-SP revela diferença de até 67,98% no preço de eletrodomésticos na capital paulista. É o caso do depurador de ar Twist, da marca Colormaq, que foi encontrado por R$ 89,00 no Extra Hipermercados e por R$ 149,50 nas Lojas Cem. O preço médio desse produto, segundo o Procon-SP, é de R$ 112,80. O órgão destaca que os resultados da pesquisa reforçam a importância do consumidor em planejar as compras e pesquisar preços dos produtos. (Veja abaixo a lista completa)

O levantamento foi realizado nos dias 13 e 14 de outubro em oito estabelecimentos comerciais distribuídos pelas cinco regiões da cidade. Foram analisados 78 produtos - fogão, forno microondas, freezer vertical, lavadora semiautomática/tanquinho, máquina de lavar roupas, refrigerador de uma porta, refrigerador de duas portas e secadora de roupas, além do depurador de ar.

O Ponto Frio da região oeste da capital paulista foi a rede varejista que apresentou o maior número de produtos com preços iguais ou abaixo da média. Segundo o Procon-SP, 45 de 60 itens foram encontrados nessa condição. No centro, os preços mais em conta apareceram nas Casas Bahia (36 itens de 60 encontrados), enquanto na região leste o destaque ficou para o Extra (26 itens de 50), no sul o Walmart (9 itens de 29) e na região Norte, as Lojas Cem (18 itens de 47 encontrados).

Preços menores ou iguais aos valores médios obtidos pela pesquisa

Norte

Magazine Luiza - 15 itens de 61 encontrados (25%)

Lojas Cem - 18 itens de 47 encontrados (38%)

Sul

Walmart - 9 itens de 29 encontrados (31%)

Leste

Carrefour - 15 itens de 40 encontrados (38%)

Extra - 26 itens de 50 encontrados (52%)

Oeste

Ponto Frio - 45 itens de 60 encontrados (75%)

Pernambucanas - 8 itens de 23 encontrados (35%)

Centro

Casas Bahia - 36 itens de 60 encontrados (60%)


Fonte: http://economia.estadao.com.br/noticias/negócios,diferenca-de-precos-entre-eletrodomesticos-chega-a-68,93641,0.htm

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

O peso dos impostos...

Como economista o que me intrigada não é a alta carga tributária no Brasil, mas a dificuldade em investir os recursos de maneira adequada. O país clama por melhores condições de saúde, educação e infra-estrutura, contribuímos todos os dias com impostos e mais impostos. E por outro lado denuncias e mais denúncias de corrupção, desvio de dinheiro público...os escândalos aparecem, os políticos desaparecem por algum tempo, mas depois voltam como se nada tivesse acontecido e entram pela porta da frente inclusive no Palácio do Planalto.


Esta fotografia é só um exemplo de nossa contribuição para o país e da responsabilidade que temos em monitorar como este dinheiro que sai dos nossos bolsos é usado. O dinheiro público tem dono sim é do povo brasileiro, carente de recursos pela irresponsabilidade no uso deste dinheiro que sai dos nossos bolsos.


E para lembrar o Renato Russo e Legião Urbana:

Nas favelas, no senado
Sujeira pra todo lado
Ninguém respeita a Constituição
Mas todos acreditam no futuro da nação
Que país é este
Que país é este
Que país é este...

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Ceia de Natal dos "Deuses" com o Preço nas alturas...


Como era de esperar a ceia de Natal pode até ter ingredientes doces, porém o preço vai estar bem salgado este ano. Para economizar o consumidor vai ter que bater perna, pesquisar preços e usar a criatividade para substituir os produtos que estiverem acima do orçamento. O mais importante é planejar bem o que comprar e quanto poderá gastar evitando desperdícios e compras desnecessárias e para manter orçamento doméstico sob controle e o espírito de Natal por mais tempo. Afinal ninguém merece acordar no ano novo com o cheque especial estourado ou pagando juros no cartão de crédito.


Consumidor vai pagar mais caro pela ceia de Natal

Símbolos da ceia de Natal dos brasileiros, as carnes natalinas começaram a chegar nesta semana às gôndolas dos supermercados com preços mais salgados. Os fabricantes dos tradicionais peru, chester e tender estimam aumentos de preço entre 8% e 15%. A alta é justificada por maiores custos de produção, por conta do aumento no preço do milho. "Estamos repassando, em média, 10% do nosso aumento de custos", afirma Antonio Zambelli, diretor de marketing da Seara. "Nossos preços ficarão entre 8% e 9% maiores", diz, na mesma linha, Leomar Somensi, diretor comercial da Aurora Alimentos. A Brasil Foods, dona das marcas Sadia e Perdigão, vê preços entre 10% e 15% maiores, segundo o diretor de marketing, Eduardo Bernstein. Para o consumidor, no entanto, os preços podem subir ainda mais, pois as redes varejistas também pretendem repassar aumentos de custo que tiveram neste ano. Em janeiro, houve mudança no recolhimento do PIS e da Cofins na cadeia de aves e suínos. Os tributos, que antes eram recolhidos pela indústria, passaram a ser pagos pelos varejistas. "Só por conta da maior carga tributária no varejo, os preços aumentarão pelo menos 8% neste fim de ano. Sem contar o aumento de custos da indústria", afirma Sussumu Honda, presidente da Abras (Associação Brasileira de Supermercados). VENDAS EM ALTA. O preço maior, no entanto, não deve assustar o consumidor. "A situação de pleno emprego, a melhora na renda e os bons reajustes salariais em categorias importantes vão proporcionar um bom Natal para o varejo de alimentos", diz Bernstein. A BRF, assim como a Seara, projeta aumento de dois dígitos para o volume de vendas neste ano. A aposta são produtos com maior valor agregado, mais sofisticados, com molhos e recheios, e de fácil preparo. Para Zambelli, o consumidor deve fazer compras sem sentir culpa. Também considerado um produto de alto valor agregado, o panetone deve ser mais consumido neste ano. A Pandurata, detentora das marcas Bauducco e Visconti, espera aumentar o faturamento em 18%, com preços 8% maiores do que os praticados no Natal de 2010. Esperando demanda aquecida, aumentou a produção em 10%. A avaliação é que, menos propenso a assumir dívidas, o brasileiro deve investir em uma ceia mais incrementada. "Se a pessoa gasta menos em bens de consumo duráveis, o setor de alimentos é beneficiado", diz Honda. A Abras estima, com base no volume de encomendas à indústria, que as vendas de alimentos e bebidas crescerão 15% neste Natal. DIFERENÇA DE PREÇO Para não sobrecarregar o bolso ao preparar a ceia, o consumidor deve pesquisar. Pesquisa da Folha realizada nesta semana em supermercados de todas as regiões de São Paulo mostrou que a diferença de preços entre panetones de um quilo, todos da marca líder de mercado, pode chegar a 40% --o maior valor encontrado foi de R$ 27,79 e o menor, de R$ 19,80. No caso do chester, a diferença máxima é de 8%; no do peru, de 9% --sempre considerando a marca líder. Fonte: Folha Online

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Veículos populares: o sonho é ter um carro e o pesadelo é não ter segurança!!!!

Regulamentação! Regulamentação! O brasileiro tem uma hábito bastante popular de contar piadas de portugueses, porém se o que vale é a intenção então respondam: Em que país os equipamentos de segurança nos carros podem ser considerados opcionais???? É só sair para comprar um carro e verificar na prática quanto a mais teremos que pagar em cada um desses equipamentos: air bag, freios ABS, etc. Felizmente a concorrência com os carros asiáticos chegou para afinar de uma vez por todas o seguimento, pois no Brasil a voz do mercado vale mais do que qualquer regulamentação. E por falar nos portugueses, o preço dos carros por aqui também é uma piada, praticamente o dobro do preço dos carros nos Estados Unidos. Teste aponta veículos inseguros no Brasil Muitos dos carros mais vendidos no Brasil são armadilhas fatais para seus ocupantes caso se envolvam em colisões a velocidades moderadas, constatou um estudo independente.Testes conduzidos pelo Latin NCAP (programa de avaliação de carros novos), afiliada regional de uma organização que conduz testes de segurança em carros europeus, constataram que muitos modelos básicos não têm airbags e possuem cabines com estruturas deficientes. A maioria desses automóveis --incluindo modelos fabricados por Volkswagen, Fiat, Chevrolet, Ford e Peugeot-- obteve uma estrela, de um máximo de cinco. "Uma estrela --isso quer dizer motorista morto", disse David Ward, secretário geral da Global NCAP,organização vinculada à Fédération Internationale de l'Automobile, uma organização internacional de motoristas.As mortes em acidentes rodoviários cresceram quase 25% em 2010, para 40.610, ante 2002, o ano em que começou o boom econômico brasileiro. O Ministério da Saúde classifica o país em quinto lugar em termos de fatalidades rodoviárias, atrás de Índia, China, Estados Unidos e Rússia. "Os carros mais vendidos na América Latina têm níveis de segurança que ficam 20 anos atrás dos padrões 'cinco estrelas' que se tornaram comuns na Europa e na América do Norte", informou a Latin NCAP em nota. A organização realizou testes com os modelos básicos mais vendidos antes de aceitar modelos que incluíam airbags. Isso porque os carros com airbags e freios antitravamento têm preços significativamente mais altos, o que leva o comprador a optar por versões mais baratas. Entre as principais montadoras presentes no Brasil, a versão básica do Gol 1.600 da Volkswagen, o modelo mais vendido no país, obteve uma estrela no teste de colisão, realizado a 64 km/h. O Gol equipado com airbags obteve três estrelas no teste --o que permitiria a sobrevivência dos ocupantes em uma colisão. OUTRO LADO "A Volkswagen é pioneira na implementação de um centro de desenvolvimento para a segurança dos veículos no Brasil", afirmou a companhia, defendendo seu histórico de segurança em resposta aos testes. "É claro que um carro sem airbag não atinge o mesmo desempenho de um veículo equipado com airbag, em testes de colisão", afirmou a VW. Ford e GM se recusaram a comentar. A Fiat, a Fenabrave (associação dos distribuidores de automóveis brasileiros) e a Anfavea (a organização setorial das montadoras) não atenderam a pedidos de entrevista. Fonte: Folha Online

Os Bancos e Instituições Financeiras agradecem...


R$ 100 bilhões!!! Este é o valor que a nova classe média paga de juros. Dinheiro que sai direto do bolso dos consumidores para as instituições financeiras e bancos. Na realidade Sr. Ministro não estamos precisando só de transparência no pagamento de juros pelos consumidores, mas também de uma séria reforma que coloque a taxa de juros e o spread bancário (à diferença entre o preço de compra(procura) e venda(oferta) da mesma ação, título ou transação monetária) em patamares toleráveis. Para que o Brasil se torne desenvolvido é necessário colocar parte deste dinheiro no setor produtivo e em obras de infra-estrutura, saúde e educação.


Ministro quer transparência no pagamento de juros pelos consumidores

O ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), Moreira Franco, quer transparência no total de juros pagos pelos consumidores em compras a prazo. A preocupação é com os gastos do maior estrato social do Brasil e principal público consumidor, a chamada nova classe média - formada por 95 milhões de pessoas, com 31 milhões de emergentes na década passada.
Um estudo apresentado pela SAE esta semana, durante o 3º Fórum Banco Central sobre Inclusão Financeira, revela que o segmento, responsável por R$ 1,1 trilhão do movimento do mercado interno, “está pagando de juros R$ 100 bilhões e a percepção que tem, declarada ao IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística], é que está pagando R$ 3 bi”, disse Moreira Franco, ao sair da gravação do programa de rádio Bom Dia, Ministro; produzido pela EBC Serviços e pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República.
“Por falta de transparência na apresentação dessas informações, de quanto efetivamente de juros está pagando, ela [a classe média] está achando que está fazendo uma compra excepcionalmente boa quando não está. Os juros já estão embutidos no preço”, salientou ao defender também que os impostos sejam discriminados à parte. “Eu sou favorável que tenha uma nota fiscal que haja essa discriminação como em outros países.”
Segundo dados do Banco Central, os juros pré-fixados a pessoas físicas estão em 47% ao ano, a maior taxa desde maio de 2009. Moreira prevê um esforço do governo federal “no sentido de criar um ambiente propício a que haja mais transparência nas informações. São medidas de políticas dessa natureza que nós vamos ter que começar a cuidar”.
Na avaliação do ministro, a manutenção da nova classe média em um padrão de vida estável começa a depender mais de medidas econômicas do que de iniciativas na área social. “Quando eu digo que não está mais no âmbito da política social, mas na política econômica, isso significa que nós vamos ter que encontrar no aparato de instrumentos na área econômica aquelas iniciativas que nos permitirão enfrentar determinados problemas.”
De acordo com Moreira Franco, o governo continua preocupado com os estratos mais pobres e prepara uma nova política pública para 11 milhões de crianças na primeira infância (de até 3 anos e 11 meses).
A política está sendo traçada pela SAE em parceria com os ministérios do Desenvolvimento Social, Educação, Saúde e Direitos Humanos e, após as discussões técnicas, seguirá para a Casa Civil. Durante o programa, Moreira Franco apenas adiantou que a intenção do governo é que as mães “tenham uma única porta de entrada” para acessar programas sociais.
A SAE também estuda o problema da alta rotatividade da mão de obra no Brasil, relacionada a trabalhadores com rendimento de até dois salários mínimos. Em sua opinião, o fenômeno de desligamento precoce de trabalhadores afeta a produtividade. “Existe uma cultura que precisamos quebrar. Para aumentar a produtividade é preciso que aumente o tempo de emprego”, defendeu.

Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Paraguai "detona" o Brasil para conquistar investidores brasileiros


É impressionante isto! O subdesenvolvimento está entranhado na cabeça das pessoas e não simplesmente na estrutura econômica de um país. Quem não consegue ser bom por si mesmo tenta pisar na "cabeça" do vizinho para ver se alcança um patamar mais "alto" e com isso ao invés de subir cai no próprio descrédito.

Estou falando de um Evento que o Ministério da Indústria e Comércio do Paraguai e REDIEX (Rede de Investimento e Exportação do Paraguai) juntamente a SENATUR (Secretaria de Turismo do Paraguai), o Ministério de Obras Públicas e Comunicação, o FORO Brasil e a Câmara Paraguaio-Americana, têm o prazer de convidá-lo para o Paraguay Invest. Para promover o Evento, ao invés de exaltarem as características positivas do Paraguai, simplesmente detonam a América Latina e o Brasil, neste caso o país sede do Evento

Confira agora os 10 motivos para investir no Paraguai (Fonte:
REDIEX) e tire suas própria conclusões, porque a minha é apenas uma: enquanto este tipo de atitude persistir a América Latina continuará a margem da economia mundial:

1. Maior estabilidade monetária e fiscal na América Latina (nunca
teve forte desvalorização, expropriação ou congelamento de
poupança);

2. Rápida recuperação do crescimento econômico e do investimento
após a crise de 2008-2009 o crescimento de 6% no primeiro semestre de
2010 com base na produção de alimentos como a demanda mundial tende
a crescer;

3. Leis de atrações para investimento: Regime de Maquila, que
estabelecem isenções fiscais e outros benefícios para as
indústrias que produzem para exportação;

4. Acesso ao MERCOSUL, uma área de livre comércio com um PIB de
EUA $ 2 bilhões, que também inclui Argentina, Brasil e Uruguai;

5. Trabalho: excelente custo-benefício da região e menor
contribuição previdenciária sobre os salários;

6. População na sua maioria jovem e com grande facilidade de
aprendizagem e de formação;

7. Abundante disponibilidade de energia elétrica a taxas mais
baixas na região;

8. Centro do Paraná-Paraguai, Paraná-Tietê Waterway com frete
grátis na maior parte do país durante todo o ano;

9. Clima ameno e ausência de catástrofes naturais;

10. Água em abundância e terras férteis para a agricultura.


Para quem quiser participar:

Convite

O Ministério da Indústria e Comércio do Paraguai e REDIEX (Rede
de Investimento e Exportação do Paraguai) juntamente a SENATUR
(Secretaria de Turismo do Paraguai), o Ministério de Obras Públicas
e Comunicação, o FORO Brasil e a Câmara Paraguaio-Americana, têm o
prazer de convidá-lo para o Paraguay Invest.

O evento acontecerá na cidade de São Paulo, no dia 25 de outubro
no Hotel Sofitel São Paulo Ibirapuera, onde irão participar
líderes brasileiros e paraguaios dos setores: financeiro,
imobiliário, jurídico, logística, infraestrutura, agronegócio,
farmacêutico, energia e industrial.

Hotel Sofitel São Paulo

Rua Sena Madureira, 1355

Ibirapuera, São Paulo – SP – Brasil

25 de outubro de 2011 - Terça-feira

8:30hs às 16:00hs

RSVP

Confirmar sua presença até o dia 14/10/2011 por telefone

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Brasil atinge nesta sexta-feira a marca de R$ 800 bilhões de tributos pagos


Os recordes consecutivos na arrecadação de impostos são consequência da maior eficiência na caça aos sonegadores, mas também a uma atividade econômica que vem alcançando resultados positivos ao longo dos últimos anos, porém ainda brutalmente pervertida pela alta carga tributária, margem de lucros exorbitantes, mas principalmente pela voracidade do sistema financeiro e dos juros extorsivos que oneram os consumidores no país. Infelizmente grande parte desta montanha de recursos arrecadados é gasta de forma indevida e desviada do seu principal objetivo: o desenvolvimento sustentável do Brasil.

Uma prova destas distorções é ver que nos Estados Unidos é possível comprar um carro pela metade do preço, equipamentos eletrônicos 60% a 70% mais baratos e vestuário a preço irrisório se comparado ao preço no Brasil, em contrapartida os serviços de infra-estrutura, saúde, educação mais condizentes com as necessidades da população mesmo diante da crise americana atual. Eu costumo criticar a politica dos Estados Unidos em relação ao resto do mundo, mas se existe uma coisa que os americanos fazem muito bem é respeitar os contribuintes com ações compatíveis ao esforço fiscal.



Brasil atinge nesta sexta-feira a marca de R$ 800 bilhões de tributos pagos


Por InfoMoney, InfoMoney

SÃO PAULO – Os brasileiros atingem nesta sexta (22), às 13h, a marca de R$ 800 bilhões de tributos federais, estaduais e municipais pagos só este ano, revelam dados do Impostômetro da ACSP (Associação Comercial de São Paulo). Em comparação com 2010, o valor chega com 31 dias de antecedência.

Com o total arrecadado até sexta, é possível pagar mais de 1,4 bilhão de salários mínimos, comprar 3,8 bilhões de cestas básicas, que poderiam ser fornecidas a toda população brasileira por mais de 21 meses, ou fornecer medicamentos para todos os brasileiros por 356 meses.

Outras aquisições

O dinheiro ainda permite comprar mais de 32 milhões de carros populares, mais de 319 milhões de TVs de plasma e 800 milhões de geladeiras simples.

Ainda seria possível construir mais de 39 milhões de casas populares de 40 metros quadrados, mais de 66 milhões de salas de aula equipadas, mais de 3,1 milhões de postos de saúde equipados ou construir mais de 17 milhões de postos policiais.

Além disso, poderiam ser construídos mais de 10 milhões de quilômetros de redes de esgotos, e ainda seria possível fornecer mais de 6,6 bilhões de Bolsas Família e plantar 200 bilhões de árvores.

Impostômetro

O impostômetro foi inaugurado em 20 de abril de 2005 e está instalado no prédio da sede da ACSP. Pela internet (www.impostometro.com.br), qualquer cidadão pode acompanhar o total de impostos pagos pelos brasileiros aos governos federal, estadual e municipal, de acordo com os estados e municípios.

O sistema informa ainda o total de impostos pagos desde janeiro do ano 2000 e faz estimativas de quanto será pago até dezembro deste ano.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Custo Brasil: um peso nos ombros de quem produz...



O assunto é velho, muito velho, mas o impacto é sentido todos os dias. As ineficiências que tiram a competitividade do país, são praticamente as mesmas que sustentam as desigualdes sociais e impedem o Brasil de dobrar o PIB por habitante. Essa foi a conclusão de um pesquisa fresquinha da LCA Consultores: "Falta de infraestrutura e complexidade do sistema tributário, que exige 2.600 horas por ano das empresas só para pagar impostos, dividem o primeiro lugar no pódio dos principais obstáculos para ampliar a competitividade". Bem! Isso eu aprendi quando cursei ciências econômicas, mas é difícil de acreditar é que em pleno século XXI, na Era do Conhecimento, ainda existam carroças circulando no meio de grandes cidades e "pangarés" atrapalhando o desenvolvimento do Brasil.


Custo Brasil não deixa PIB dobrar

O Brasil poderia mais que dobrar o Produto Interno Bruto (PIB) por habitante, dos atuais US$ 10 mil para US$ 21,6 mil, e atingir níveis de países como Coreia do Sul e Portugal, se reduzisse as ineficiências que tiram a competitividade do País, aponta estudo da LCA Consultores. "Falta de infraestrutura e complexidade do sistema tributário, que exige 2.600 horas por ano das empresas só para pagar impostos, dividem o primeiro lugar no pódio dos principais obstáculos para ampliar a competitividade", diz o economista responsável pelo estudo, Bráulio Borges.

Para chegar a essa conclusão, Borges identificou, com base em análises estatísticas, quais são os fatores cruciais para o deslanche da competitividade e constatou seis pontos fracos que pesam no PIB per capita. Além da conhecida falta de infraestrutura, estão nesse rol o tempo gasto pelas empresas para pagar impostos, a carga tributária sobre o lucro das companhias, o tempo para fazer valer o cumprimento dos contratos, o custo para exportar e o tempo para lidar com licenças em geral.

O economista explica que, para calcular o PIB per capita "perdido" pelo Brasil, levou em conta informações disponíveis do Banco Mundial, do Fundo Monetário Internacional e do Fórum Econômico Mundial para um grupo de 131 países. Concluiu que, se o Brasil tivesse indicadores para esses seis quesitos equivalentes à media desse grupo de países, conseguiria agregar US$ 11,6 mil ao PIB per capita anual.

Tempo

As 2.600 horas por ano que as empresas brasileiras gastam para cumprir o rito da burocracia no pagamento de impostos faz do País o campeão mundial nesse quesito, ante uma média 284 horas para esse grupo de 131 países. Essa ineficiência reduz em US$ 8,1 mil o PIB per capita do Brasil em relação à média dos 131 países, destaca Borges.

Apesar de não ter essa ineficiência traduzida em números, as empresas sentem na prática o impacto da burocracia. A fabricante de autopeças Bosch, por exemplo, tem dois departamentos só para isso, conta a gerente de tributos da empresa, Sheila Pieroni. No departamento tributário, 11 funcionários acompanham diariamente com lupa as mudanças na legislação nos 27 Estados brasileiros para adequar o sistema de recolhimento de impostos da companhia às mudanças.

"Sendo bem otimista, saem dez novas legislações por dia nas quais são alteradas as formas de tributação do produto", conta a advogada. Ela diz que o trabalho aumentou depois da implantação da substituição tributária, sistema que atribui aos fabricantes a responsabilidade pelo pagamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) devido pelo seu cliente. "Antes acompanhávamos a legislação de três Estados, onde estavam localizadas as fábricas."

Além do departamento tributário, a empresa tem um departamento fiscal. É uma equipe de quase 50 pessoas encarregadas de apurar os tributos. Sheila conta que uma mesma informação - por exemplo, o valor recolhido de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) - é remetida à Receita Federal de quatro formas diferentes: eletronicamente, por meio do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped); em papel, que é a nota fiscal; na Declaração de Tributos Federais, que é mensal e na declaração de Imposto de Renda, anual.

O excesso de burocracia pesa também no Grupo Orsa, um dos gigantes do setor de embalagens de papelão. Sergio Amoroso, presidente do grupo, diz que tem pelo menos 30 pessoas nas áreas contábil, de controladoria e jurídica só para cuidar da burocracia. "Poderia ter meia dúzia de pessoas se fosse outro país. É gente que é paga para cumprir o custo burocrático do Estado ineficiente", afirma.

O empresário cita como exemplo de ineficiência o fato de a sua empresa ter de manter um hospital, o serviço de bombeiros, de abastecimento de água e de coleta de lixo em Monte Dourado, distrito de Almeirim, no norte do Pará, na divisa com o Amapá, onde a companhia tem uma fábrica de celulose.

Licenças

Outro ponto que impacta negativamente a competitividade do País é o tempo para lidar com licenças em geral. De acordo com o estudo, são 411 dias no Brasil, ante 210 dias, que é a média dos 131 países. "Há licenças no Brasil que são absurdas", diz Amoroso. Para ilustrar a afirmação, ele conta o caso do linhão que vai levar energia elétrica da usina de Tucuruí, no Pará, até Macapá, no Amapá. Segundo o empresário, a empresa que ganhou a licitação conseguiu a licença do Ibama para fazer a limpeza da área. Agora é preciso outra licença para transportar a madeira. "Olha o absurdo: falta uma licença de algo que já está autorizado."

Profissionais que lidam diretamente com a questão das licenças ambientais admitem que um "cipoal" de exigências e a falta de definição de áreas de competências entre os organismos públicos atrasam as liberações. Mas eles ponderam que grande parte dos estudos ambientais não tem a atualidade necessária para atender aos projetos, na maioria das vezes complexos.

Fonte: O Estadão Online

‘Miseráveis entre miseráveis’



Pelo menos 10,5 milhões de brasileiros vivem na miséria. Homens, mulheres e crianças em total situação de risco. Por um lado a falta de recursos pode sim empurrar estas pessoas para a criminalidade, muitas até vão reconhecer esta alternativa como única, por outro, outros irão tentar resistir bravamente ao apelo do crime, mas quase que a totalidade não sairá desta situação sozinho.

Mas é o outro lado da estatística que pode fazer brotar as soluções. Precisamos de governos mais eficientes, políticos engajados com o bem público e com os cidadãos, assessores tecnicamente preparados para administrar as soluções, mas também entidades, empresas, ONG's, OCIP's, a imprensa, funcionários públicos (sim porque estes são capazes de acompanhar passo a passo o que acontece), enfim pessoas engajadas e capazes de cobrar a efetividade dos mandatos públicos.

O homem público "esta no cargo", mas são as pessoas, estando ou não estatisticamente na condição de miseráveis, que continuarão na penúria se as ações forem tímidas, sofrerem a descontinuidade dos mandatos e tiverem que dividir espaço com a corrupção e o superfaturamento de obras públicas. A miséria afeta os miseráveis, mas também a segurança pública em um país que vive uma guerra civil não declarada.

A responsabilidade é nossa...



‘Miseráveis entre miseráveis’, mais de 10 milhões vivem com R$ 39

Uma população estimada em 10,5 milhões de brasileiros - equivalente ao Estado do Paraná - vive em domicílios com renda familiar de até R$ 39 mensais por pessoa. São os mais miseráveis entre 16,267 milhões de miseráveis - quase a população do Chile - contabilizados pelo governo federal na elaboração do programa Brasil sem Miséria. Lançado no dia 3 de maio como principal vitrine política do governo Dilma Rousseff, o programa visa à erradicação da miséria ao longo de quatro anos.

Dados do Censo 2010 recém-divulgados pelo IBGE que municiaram a formatação do programa federal oferecem uma radiografia detalhada da população que vive abaixo da linha de pobreza extrema, ou seja, com renda familiar de até R$ 70 mensais por pessoa - que representam 8,5% dos 190 milhões de brasileiros. A estimativa dos que sobrevivem com até R$ 39 mensais per capita é a soma dos 4,8 milhões de miseráveis que moram em domicílios sem renda alguma e 5,7 milhões de moradores em domicílios com rendimento de R$ 1 a R$ 39 mensais. Estima-se que outros de 5,7 milhões vivem com renda entre R$ 40 e R$ 70 mensais por pessoa da família.

Os números calculados pelo Estado são aproximados e levam em conta o número médio de 4,8 moradores por domicílio com renda familiar entre R$ 1 e R$ 70 mensais.
Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Social com base no Censo 2010, há 4 milhões de domicílios miseráveis no País. Em 1,62 milhão desse total vivem famílias que não têm renda. Em 1,19 milhão de moradias a renda familiar é de R$ 1 a R$ 39 mensais per capita e em outro 1,19 milhão as famílias vivem R$ 40 a R$ 70.

Fonte: O Estadão Online