Mostrando postagens com marcador INFLAÇÃO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador INFLAÇÃO. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Ceia de Natal dos "Deuses" com o Preço nas alturas...


Como era de esperar a ceia de Natal pode até ter ingredientes doces, porém o preço vai estar bem salgado este ano. Para economizar o consumidor vai ter que bater perna, pesquisar preços e usar a criatividade para substituir os produtos que estiverem acima do orçamento. O mais importante é planejar bem o que comprar e quanto poderá gastar evitando desperdícios e compras desnecessárias e para manter orçamento doméstico sob controle e o espírito de Natal por mais tempo. Afinal ninguém merece acordar no ano novo com o cheque especial estourado ou pagando juros no cartão de crédito.


Consumidor vai pagar mais caro pela ceia de Natal

Símbolos da ceia de Natal dos brasileiros, as carnes natalinas começaram a chegar nesta semana às gôndolas dos supermercados com preços mais salgados. Os fabricantes dos tradicionais peru, chester e tender estimam aumentos de preço entre 8% e 15%. A alta é justificada por maiores custos de produção, por conta do aumento no preço do milho. "Estamos repassando, em média, 10% do nosso aumento de custos", afirma Antonio Zambelli, diretor de marketing da Seara. "Nossos preços ficarão entre 8% e 9% maiores", diz, na mesma linha, Leomar Somensi, diretor comercial da Aurora Alimentos. A Brasil Foods, dona das marcas Sadia e Perdigão, vê preços entre 10% e 15% maiores, segundo o diretor de marketing, Eduardo Bernstein. Para o consumidor, no entanto, os preços podem subir ainda mais, pois as redes varejistas também pretendem repassar aumentos de custo que tiveram neste ano. Em janeiro, houve mudança no recolhimento do PIS e da Cofins na cadeia de aves e suínos. Os tributos, que antes eram recolhidos pela indústria, passaram a ser pagos pelos varejistas. "Só por conta da maior carga tributária no varejo, os preços aumentarão pelo menos 8% neste fim de ano. Sem contar o aumento de custos da indústria", afirma Sussumu Honda, presidente da Abras (Associação Brasileira de Supermercados). VENDAS EM ALTA. O preço maior, no entanto, não deve assustar o consumidor. "A situação de pleno emprego, a melhora na renda e os bons reajustes salariais em categorias importantes vão proporcionar um bom Natal para o varejo de alimentos", diz Bernstein. A BRF, assim como a Seara, projeta aumento de dois dígitos para o volume de vendas neste ano. A aposta são produtos com maior valor agregado, mais sofisticados, com molhos e recheios, e de fácil preparo. Para Zambelli, o consumidor deve fazer compras sem sentir culpa. Também considerado um produto de alto valor agregado, o panetone deve ser mais consumido neste ano. A Pandurata, detentora das marcas Bauducco e Visconti, espera aumentar o faturamento em 18%, com preços 8% maiores do que os praticados no Natal de 2010. Esperando demanda aquecida, aumentou a produção em 10%. A avaliação é que, menos propenso a assumir dívidas, o brasileiro deve investir em uma ceia mais incrementada. "Se a pessoa gasta menos em bens de consumo duráveis, o setor de alimentos é beneficiado", diz Honda. A Abras estima, com base no volume de encomendas à indústria, que as vendas de alimentos e bebidas crescerão 15% neste Natal. DIFERENÇA DE PREÇO Para não sobrecarregar o bolso ao preparar a ceia, o consumidor deve pesquisar. Pesquisa da Folha realizada nesta semana em supermercados de todas as regiões de São Paulo mostrou que a diferença de preços entre panetones de um quilo, todos da marca líder de mercado, pode chegar a 40% --o maior valor encontrado foi de R$ 27,79 e o menor, de R$ 19,80. No caso do chester, a diferença máxima é de 8%; no do peru, de 9% --sempre considerando a marca líder. Fonte: Folha Online

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Notícias em Destaque no Mundo e no Brasil

Apelo de Obama ao Congresso para aprovação do pacote
Nesta sexta-feira (09/01), o presidente eleito nos Estados Unidos, Barack Obama, fez apelo ao Congresso dos Estados Unidos para que o pacote de quase US$ 800 bilhões seja aprovado com urgência, evitando assim, prolongamento da recessão em que o país se encontra. Obama trará em seu pacote investimentos na infra-estrutura do país e incentivos fiscais, onde no programa de cortes de impostos, os incentivos poderão chegar à casa de US$ 300 bilhões.

Fed continua com tentativas para reanimar financiamentos hipotecários
O Federal Reserve (Banco Central dos Estados Unidos) realizou a compra de títulos vinculados a créditos imobiliários que foram emitidos pela Fannie Mae, Freddie Mac e Ginnie Mae, detentores de mais de 40% dos empréstimos imobiliários norte-americanos. A transação que movimentou US$ 10,2 bilhões tem como objetivo final a recompra de até US$ 500 bilhões de títulos em 12 meses.

Relatório de emprego ditará rumo dos mercados
Hoje (09/01), mesmo com a agenda doméstica repleta de indicadores, os mercados irão voltar sua atenção aos números divulgados pelo Employment Report às 11h30 (horário de Brasília) nos Estados Unidos. O relatório compila dados relacionados à geração de empregos, taxa de desemprego, ganho por hora e médias trabalhadas por semana. As previsões quanto à taxa de desemprego são pessimistas, uma vez que o efeito dominó nos mercados ? onde o produtor não consegue vender, tendo que demitir o funcionário, que acaba não consumindo por não ter dinheiro e que por final, faz com que o produtor não consiga vender ? está longe do fim. Anexo a isto, na parte da tarde será divulgado o Wholesale Inventories, também nos Estados Unidos. Este indicador mostra a venda do setor atacadista e serve como um termômetro para medição do quão aquecido está a economia norte-americana.

Notas gerais

Deloitte pagará R$ 400 mil à CVM para encerrar o processo administrativo do caso Parmalat...

UBS Pactual e o investidor Antonio José de Almeida Carneiro pagarão R$ 600 mil à CVM para evitar processo relacionado a oferta pública de ações sem o devido registro...

O investidor Luiz Alves Paes de Barros entra em acordo com CVM e pagará R$ 100 mil por vender volume de ações que obrigavam comunicação prévia ao mercado...

Créditos ao consumo nos Estados Unidos registraram queda de 3,7%, a maior em 10 anos...

Bernard Madoff, responsável por uma das maiores fraudes dos Estados Unidos, estava prestes a enviar US$ 173 milhões em cheques pelo correio...

Pedidos de recuperação judicial registram forte alta de 130%...

Petrobras reativa produção da plataforma P-34...

Férias coletivas da Vale foram suspensas por motivos de leis trabalhistas...

Dados divulgados pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) mostram que montadoras terminaram 2008 com 211 mil veículos parados nos pátios...

França registra queda 2,4% na produção industrial em novembro...

IPC (Índice de Preços ao Consumidor) mede inflação de 0,18%...

IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores) de 2009 começa a ser pago hoje (09/01) no Estado de São Paulo...

Banco Central da Coréia do Sul reduz taxa básica de juros em 0,5% colocando-a no patamar da história do país: 2,5% ao ano...

FONTE: ADVFN

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

FED reduz taxa básica de juros a nível histórico e outras notas

Ontem (16/12)o Federal Reserve (Banco Central dos Estados Unidos) decidiu por um corte de 0,75 pontos percentuais na taxa básica de juros do país, quando o consenso do mercado era de 0,50 pontos. Isto faz com que os juros nos Estados Unidos cheguem a um patamar nunca visto antes, precificado entre 0% e 0,25% ao ano. Barack Obama, presidente eleito e que tomará posse no dia 20 de janeiro do ano que segue, admite que uma das principais armas (corte de juros) não poderá mais ser utilizada contra a crise de crédito que assola o mercado interno do país. Obama reforça que uma vez maximizados os incentivos através de taxas, centralizará seus esforços no desenvolvimento da economia através de investimentos bilionários na infra-estrutura e inovação tecnológica, que segundo estimativas, irão gerar cerca de 2,5 milhões de empregos.

Mercados se animam após corte nos juros
O novo e impressionante patamar em que a taxa básica de juros dos Estados Unidos foi colocada após o segundo dia de reunião do FOMC (Federal Open Market Committee) animou em muito o fechamento dos mercados. O índice Dow Jones fechou o dia cotado a 8.924 pontos, alta significativa de 4,2%. O índice Bovespa, encerrou a terça-feira com alta de 4,37%, beirando 40 mil pontos. Bolsas asiáticas também absorveram a notícia de forma positiva, com destaque para Hong Kong, com alta de 2.68%. Hoje porém, muita atenção aos índices futuros americanos, que em média, estão tendo uma retração de 1,40%.

SEC inicia investigações a respeito do caso Madoff
A Security and Exchanges Comission (órgão norte americano semelhante à Comissão de Valores Mobiliários, CMV, no Brasil), dá início a profundas investigações a respeito do caso Madoff, considerado o segundo maior golpe da história dos Estados Unidos. O principal motivo desta investigação interna é descobrir como que a fraude não foi detectada antes pela comissão, tendo em vista que o órgão recebeu denúncias anônimas sobre o golpe desde 1999.

Notas gerais

Nissan corta produção de 78.000 veículos nas fábricas japonesas e demite 500 funcionários, além de anunciar redução gradativa no quadro de funcionários temporários entre janeiro e março de 2009.

China compra US$ 190 milhões em ações dos três principais bancos do país com intuito de valorizar as cotações.

Alemanha registra queda na inflação de 1,4% ao ano.

Canon suspende construção de nova fábrica de máquinas fotográficas no Japão devido a redução na demanda.

IPC medido pela FIPE registra 0,23% de inflação.

OPEP se reúne nesta quarta-feira para decisão final quanto ao corte na produção diária de barris de petróleo.

Perdigão planeja redução na produção para regularizar estoques no primeiro trimestre de 2009.

Fonte: ADVFN

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Informações Relevantes

Corte na produção da Opep e o preço do petróleo
Nesta terça-feira o ministro do Petróleo venezuelano, Rafael Ramírez, esclareceu sua posição quanto ao preço do petróleo onde procura paralisar as quedas no valor da commodity. Ramírez defendeu que o corte deverá ser de no mínimo 1 milhão de barris diários para estabilizar o valor do petróleo. Chakib Khelil, presidente da Opep, afirma que o corte deverá ser muito maior que de apenas 1 milhão de barris diários, tendo em vista que os estoques globais encontram-se em um patamar muito elevado.

Decisão do FOMC para esta terça-feira
Olhos atentos hoje para a conclusão da reunião do FOMC (Federal Open Market Committee) que decidirá a nova taxa básica de juros nos Estados Unidos. Consenso do mercado é de que o comitê decida cortar a taxa em até 0,5 pontos percentuais, levando a taxa de juros do país para apenas 0,5% ao ano.

Fraude de Madoff registra mais perdas em bancos
Desta vez, o banco japonês Aozora anunciou prejuízos de até 138 milhões de dólares relacionados ao golpe realizado pelo ex-presidente da Nasdaq, Bernard Madoff. Fortis, banco holandês, contabiliza perdas em até 1,4 bilhões de dólares. Ontem, as autoridades americanas anunciaram liquidação total do fundo administrado ilegalmente pelo executivo.

Notas gerais

Inflação marcada pelo IGP-10 fica em 10,27% no ano e IPC-S registra alta de 0,73%.

A Azul Linhas Aéreas registrou uma ocupação de aproximadamente 62% em seu primeiro dia de operações comerciais.

Indústria automobilística sul-coreana reduz previsões de produção em 6,5% para 2009.

Coca-Cola é investigada por infrações nos direitos trabalhistas na China.

Ministros do MERCOSUL informam que a América Latina não entrará em recessão uma vez administrando bem os impactos causados pela falta de crédito global.

Federação das Indústrias de Minas Gerais leva em consideração a demissão de até 1.500empregados no setor de mineração em MG.

Coteminas anuncia férias coletivas para 3.000 funcionários e esclarece que não há conexão alguma com a crise global.

BNDES libera empréstimo de R$ 528 milhões à Petrobras para a construção da plataforma de Mexilhão, na bacia de Santos.

JPMorgan prevê recuo de 1% no PIB brasileiro para o último trimestre de 2008.

Fonte: ADVFN

segunda-feira, 30 de junho de 2008

1º Semestre de 2008: investimentos no vermelho...nem todos!

O aparecimento da inflação nos últimos meses colocou por terra tentativa tradicionais de investimentos financeiros para manter o poder aquisitivo do dinheiro. O IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado) do primeiro semestre de 2008 foi de 6,82% e superou a rentabilidade dos Fundos de Investimento em 2,77%, as aplicações em CDB líquido acima de R$100.000,00 e Fundos DI em 2,67%, o rendimento da poupança foi superado em 3,32%.

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve desvalorização considerável e ficou abaixo de todas as expectativas, registrou alta de 1,77% no semestre, mas em relação ao IGP-M perdeu em rentabilidade 5,05%. O IBOVESPA em junho desvalorizou 10,44% e teve o pior resultado mensal desde abril de 2004, resultado da saída de capital estrangeiro das turbulências do mercado internacional.

Dentre as ações mais tradicionais da BOVESPA, as ações da Petrobrás PETR3 e PETR4 tiveram valorização de 9,61% e 6,56% respectivamente, observando que a primeira ficou acima do IGP-M, já as ações da Vale VALE3 e VALE5 a rentabilidade foi negativa em 3,38% e 5,33% no semestre. Já ações como a HAGA (HAGA4) tiveram valorização de 598,57%.

Estes números são o resultado de um ano conturbado, que apresentou dois períodos de queda, no início do ano, entre janeiro e fevereiro, e em junho, mas para quem realizou ganhos no período intermediário os resultados foram excelentes, especialmente entre março, abril e maio.Rendimentos como da empresa HAGA S.A que apresentou valorização de quase 600% no 1º semestre a primeira vista parece surpreendentes, mas a tendência de alta dessa ação persiste nos últimos 5 anos, assim como a valorização da Petrobrás e até mesmo a Vale. O que lembra aos investidores que a perspectiva do investimento em ações é de longo prazo, embora ganhos significativos possam ser realizados num curto período, tudo dependerá do perfil e do posicionamento do investidor.

E para finalizar: na lanterninha dos investimentos mais desvalorizados ficou o dólar comercial com perda de 10,03% e o dólar paralelo com 8,04%.

“Maxi-Deflação”: O Consumidor e a Queda do dólar.

Ao mesmo tempo em que muitos produtos subiram de preços embalados por uma onda inflacionária em escala mundial, para outros produtos os preços caíram vertiginosamente. Na última semana o dólar alcançou a menor cotação desde 1999: R$1,592.

O dólar começou a cair em 2004 e de lá para cá os produtos eletrônicos tiveram quedas significativas de preço, bom para o consumidor, tendo em vista que muitos produtos chegaram às classes C e D, e o que torna a notícia ainda melhor, chegaram com tecnologias superiores.

O telefone celular surgiu no mercado com preços proibitivos para grande parte da população e hoje pode ser encontrado por um preço 95% menor do que há 13 anos. Graças à queda no preço o celular hoje é considerado um objeto de inclusão social; no Brasil mais de 65% da população tem aparelho, são mais de 130,5 milhões de linhas ativas.

Outra variação surpreendente de preços foi o da TV: o preço médio de uma TV flat em 2003 era de R$ 29.000,00 e hoje encontramos TVs de Plasma e de LCD por menos de R$2.000,00 (com tecnologia superior a de 2003), uma queda de 93% no preço. Isto aconteceu pelo ganho em escala na produção que diminui o valor unitário de cada aparelho e, principalmente, pela queda no dólar tendo em vista que a tela de plasma ou cristal líquido, principal componente da TV, é importada.

Para outros produtos a comparação é diferenciada já que a tecnologia alterou significativamente as características do produto. Este foi o caso do Vídeo Cassete que hoje se “transformou” em DVD, transformação tecnológica gigantesca mas que não impediu a queda de mais de 80% nos preços.

Para os consumidores a queda no dólar também teve efeito positivo no preço de vestuário, bebidas, brinquedos, entre outros eletrodomésticos, tendo em vista a valorização do real torna esses produtos mais baratos ao mercado nacional, seja pela importação de componentes ou do produto final.

Lembrando que a exportação de produtos brasileiros na atual circunstância fica desfavorecida, movimento que também se reverte em vantagem para o consumidor. Produtos como o calçado, por exemplo, tem o preço contido pelo aumento da oferta interna ocasionada pela dificuldade de exportar produtos com preços maiores ao mercado internacional. As exportações perdem competitividade, mas o bolso e o pé do consumidor agradece.

Muitas vezes focamos a atenção em notícias econômicas ruins, no atual momento a inflação é a bola da vez, mas tão melhor é observar que a globalização e a abertura comercial de nossas fronteiras trouxeram muitos benefícios aos consumidores a exemplo do que foi relatado acima.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

A poupança tem o pior resultado desde março de 2003.

O rendimento da poupança em maio entrou para a história do Governo Lula como o pior rendimento real (rendimento menos inflação) desde março de 2003.

O rendimento da poupança foi de 0,574% e a inflação medida pelo IPCA (índice calculado pelo IBGE) foi de 0,79%, o que implica numa queda real do rendimento de 0,0216% no mês e no acumulado do ano a perda foi de 0,013% negativo (ver tabela abaixo). Na prática isso significa que quem aplicou R$ 1.000,00 em abril teria que depositar em maio R$ 0,21 (vinte e um centavos) para neutralizar a perda.

A poupança é remunerada pela variação da Taxa Referencial (TR) mais 0,5% ao mês. No início do ano o Conselho Monetário Nacional (CMN) alterou a fórmula de cálculo da TR para garantir que a poupança pague ao menos 0,5% ao mês aos correntistas, caso isso não tivesse sido feito as perdas seriam ainda maiores. De acordo com a nova regra, a TR não poderá ter variação negativa.


A previsão de rendimento da poupança de junho é de 0,6152% e no acumulado do ano ficará em 3,5022%.




quarta-feira, 18 de junho de 2008

Exclusivo: Cesta Básica cai 51,64% na 3ª semana de junho

Bons ventos e ótimas promoções sopram nas prateleiras dos supermercados. Fiz um levantamento de preços em alguns supermercados de Florianópolis e o resultado foi surpreendente. Partindo dos itens e quantidades estabelecidas pelo DIEESE sobre a composição da cesta básica, como boa dona de casa e dedicada economista pesquisei os preços pessoalmente, através de panfletos promocionais e pela internet e o resultado foi surpreendente: na 3ª semana de junho de 2008 uma deflação de 12,52% em relação aos preços praticados em maio de 2007 e de 51,64% em relação aos preços praticados em maio de 2008. Isto mesmo! A pesquisa e a opção pelos menores preços, especialmente o preço dos produtos em promoção, a cesta básica de quem pesquisa preços em junho pode custar à metade dos valores levantados pelo DIEESE no mês anterior.

Conforme pode ser visto na tabela a seguir, a variação de preços na "cesta básica da economista" de junho de 2008 foi negativa em 12 dos 13 itens pesquisados, apenas o leite teve acréscimo 9,4% no preço; observando que o preço pesquisado foi do leite longa vida. O campeão da economia foi o tomate que ficou 232% mais barato, seguido pela farinha com 71,95%, feijão 68%, banana 61%, açúcar 55,70%, batata 49%, café 46,23, pão 45,82%, carne 44,49%, arroz 42,28%, óleo 14,37% e manteiga 3,98%. Os quatro produtos que mais pesam no bolso e na "cesta básica da economista", seguindo a mesma tendência do DIEESE, foram carne, leite, feijão e pão que representam mais de 66,6% dos gastos.

A lição que fica é a seguinte: Se o preço fosse uma preocupação coletiva a inflação não seria mais um problema para o país, mas infelizmente a maioria das pessoas e, em especial, as pessoas menos favorecidas e mais atingidas pela alta dos alimentos não tem sequer a possibilidade de pesquisar preços, o preço do transporte coletivo é caro e seria necessário demandar um longo tempo para a pesquisa, a opção que resta a estas pessoas é comprar os produtos no mercado da esquina que cobra ainda mais caro por comprar em pouca quantidade dos fornecedores. Pode ter certeza que para eles a inflação pode estar 51% a mais do que a indicada pelo DIEESE.

Por fim quero ressaltar que fiz o levantamento de preços para mostrar a importância da pesquisa e o quanto podemos economizar respeitando o poder aquisitivo de cada um, e frisar a importância do trabalho do DIEESE que segue uma metodologia rígida para calcular o preço da cesta básica e chegar a uma média ponderada da situação do mercado.

Obs.: considerando o caráter prático, a pesquisa de preços foi realizada em estabelecimentos comerciais num raio de 3 Km de minha residência.










segunda-feira, 16 de junho de 2008

Inflação já afeta 71% dos preços pesquisados pelo IBGE

Nota: Folha Online (16/06/2008)
A inflação, que parecia concentrada nos alimentos, contamina cada vez mais outros produtos e serviços. Dos 465 itens pesquisados para compor o IPCA, 71,35% tiveram aumento no mês passado, mostra reportagem de Pedro Soares publicado na Folha . Em abril, 61,98% apresentaram alta. Há um ano, o chamado índice de difusão era bem menor: 56,99%. De acordo com especialistas, o patamar atual preocupa e, caso se configure uma tendência, mostra disseminação da inflação. Segundo o IBGE, que calcula o IPCA (índice oficial de inflação do país), há um claro movimento de alta, especialmente dos serviços pessoais. Serviços médicos e odontológicos, por exemplo, subiram 3,74% de janeiro a maio. Fazer as unhas ficou 4,58% mais caro e, enquanto a depilação subiu 7,73%. Inflação A inflação medida pelo IPCA registrou alta de 0,79% em maio, o que representa aceleração frente aos 0,55% verificados em abril. É a maior alta mensal desde abril de 2005, quando a inflação chegara a 0,87%, e da maior variação verificada para um mês de maio desde 1996. Mais uma vez, os alimentos pressionaram o índice e tiveram alta de 1,95%, acima dos 1,23% constatados no mês anterior. A contribuição deste grupo representou 0,43 ponto percentual do IPCA, o equivalente a 54% do índice. Trata-se da maior alta do grupo desde o início do Plano Real, em 1994.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Dica: como driblar a inflação

Tratar o consumo de forma consciente é também uma forma de praticar a cidadania, é como trocar o hábito alimentar, a princípio é difícil, mas com o tempo as ações são incorporadas no dia a dia e os hábitos positivos também.

Em época de inflação alta a criatividade tem que ganhar espaço, por isso, o velho hábito das donas de casa de pesquisar preços tem que estar na ponta do lápis, e novas receitas com produtos da época na manga.

Dicas para driblar a inflação:

1º Antes de sair de casa, faça uma lista com o que necessita comprar;
2º Para evitar as tentações antes de ir ao supermercado faça um lanche (obs.: tentações geralmente são muito calóricas engordam e ainda de quebra esvaziam o bolso);
2º Escolha o local da compra de acordo com o perfil do que vai comprar, esteja sempre atento aos dias das promoções nos supermercados (carnes, hortifrutigranjeiros, etc.);
3º Quando encontrar uma boa promoção compre a mais e se o preço estiver salgado compre apenas o suficiente. Você tem que ser racional, não precisa gastar tempo e gasolina (isto também é custo) atrás de melhores preços e sim racionalizar o que está comprando;
4º Quando for escolher um produto na prateleira, olhe para os produtos similares nas prateleiras de baixo, os preços quase sempre são menores;
5º Converse com as pessoas, solicite indicações (as donas de casa adoram fazer recomendações de produtos) e teste novas marcas de arroz, feijão, café, produtos de limpeza, mas não se esqueça de observar o rendimento e eficiência do produto, pois algumas vezes o barato pode sair muito caro;
6º Geralmente os alimentos menos processados ou naturais (observando a sazonalidade da produção) são mais baratos, além disso, são mais saudáveis, por isso, descobrir novas receitas e formas de apresentar estes alimentos é uma maneira de economizar também com medicamentos e esbanjar saúde.
7º Nunca compre produtos na promoção as custas do cartão de crédito ou do cheque especial, pois nesse jogo os juros são ainda mais perversos do que a inflação.

Importante: Mesmo com aumentos observados alimentos básicos como arroz e feijão ainda são mais baratos e saudáveis para se manter na mesa.

Organizar o orçamento, escolher os melhores preços, manter as finanças sob controle é uma maneira prática de aumentar a qualidade de vida e de respeitar o padrão que a sua renda lhe impõe, nem todo mundo pode comer caviar...

Inflação: IGP-DI de maio é o maior em cinco anos

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) elevou-se 1,88%, em maio. A variação registrada em abril foi de 1,12%. O IGP-DI de maio foi calculado com base nos preços coletados entre os dias 1º e 31 do mês de referência. Confirmando o que outros índices apontaram, a alta deve-se, sobretudo ao aumento dos gêneros alimentícios como soja e derivados, arroz, feijão, carnes, ovos, hortaliças e legumes, etc., e o maior impacto dos aumentos é no literalmente no estômago dos mais pobres. E a meta de inflação do Governo continua em 4,5%, com possibilidade de chegar a 5,2% ano...

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Você sabe por que os preços dos alimentos dispararam?

Nos últimos dias o aumento do preço dos alimentos ocupa lugar de destaque nos noticiários e no bolso dos brasileiros. De acordo com números da Fundação Getúlio Vargas os preço dos alimentos subiu 2,33% em maio (maior alta desde março de 2004) e foi o responsável direto pelo reaparecimento de um problema antigo: a inflação - medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S). Observando que o dígito parece pequeno, mas se observado alguns produtos individualmente o susto é grande: carne, leites e derivados, trigo, feijão, arroz, soja, milho, etc.

A crise de alimentos é uma crise mundial e pode ser explicada através de três fatores básicos: aumento da demanda por alimentos, especialmente dos chineses; a adversidade do fator metereológico que atinge países como Austrália que passa por forte seca; e o aumento do preço do barril do petróleo que ultrapassou os U$100,00 influenciando o custo de produção.

Mas para quem acha esta explicação pode ser muito distante ou generalista vale as seguintes observações para compreender a alta dos preços no mercado nacional:

1º A economia brasileira nos últimos anos vem apresentando o que para nós economistas denominasse “aquecimento da demanda”, no bom e velho português aumento do consumo;

2º No dia 02 de maio o Governo Federal liberou o aumento de 15% no óleo diesel nas refinarias, o que teve impacto direto na produção e no setor de transporte, uma vez que o óleo é o principal insumo utilizado pelas empresas, chegando a representar até 40% na planilha de custos das transportadoras;

3º O fator metereológico, nos últimos três anos, os períodos de seca no sul do Brasil foram responsáveis pela perda de 40 milhões de toneladas de grãos;

4º Outro fator decisivo foi à utilização do milho para a produção de etanol nos EUA que elevou o preço da commodity fato que também teve impacto no mercado brasileiro com o aumento das rações para aves.

O aumento do preço dos alimentos é um problema é global, mas o impacto já atingiu o nosso bolso.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Inflação não tem medo de cara feia nem de discurso inflamado...

O IBGE anunciou o índice de inflação de maio, o IPCA-15 aumentou 0,58%. O Banco Central admite que a inflação de 2008 possa chegar a 5,24% (acima da meta fixada de 4,5%), mas o risco de um aumento generalizado de preços é real e conta ainda com a contribuição de ações do próprio Governo.
Ainda pouco o Presidente Lula num discurso inflamado disse que não vai permitir que a inflação volte ao Brasil, isso muito tempo depois de ter sido deportada pelo então Ministro e depois Presidente Fernando Henrique Cardoso e o bem sucedido Plano Real. Observando que a economia não tem direita ou esquerda, governistas ou oposição, por isso o plano foi bom para todos.
Entre o discurso do Presidente Lula e a prática existem lapsos, pois nós sabemos que transporte rodoviário é o principal meio de transporte no Brasil e no início de maio o próprio Governo anunciou o aumento de 10% no óleo diesel, provocando aumento de custos para as transportadoras e, consequentemente, para os produtos que chegam com aumento nas prateleiras de supermercado. Sem falar no aumento de IOF no início do ano e ainda a pressão sobre a votação da CSS.

Se cada um fizer a lição de casa ficará mais fácil para "administrar" os números daqui para frente. A nossa parte é pesquisar preços e evitar os abusos.

ENTREVISTA: VIAGEM AO EXTERIOR (Jornal Hoje/Globo)

http://g1.globo.com/jornal-hoje/videos/t/edicoes/v/cartao-de-debito-pre-pago-e-boa-opcao-para-pagar-contas-em-viagens-ao-exterior/2541690/

DICAS DE ECONOMIA: ENDIVIDAMENTO E TAXA DE JUROS (BOM DIA SC

Participação Matéria do RBS Notícias (matéria de encerramento do telejornal)

Os cuidados com as crianças na hora de ir as compra (RBS Bom Dia SC)

Entrevista no Jornal do Almoço RBS TV SC: 13º salário

Como gastar o 13º Salário

Entrevista sobre Finanças Pessoais