Ontem (16/12)o Federal Reserve (Banco Central dos Estados Unidos) decidiu por um corte de 0,75 pontos percentuais na taxa básica de juros do país, quando o consenso do mercado era de 0,50 pontos. Isto faz com que os juros nos Estados Unidos cheguem a um patamar nunca visto antes, precificado entre 0% e 0,25% ao ano. Barack Obama, presidente eleito e que tomará posse no dia 20 de janeiro do ano que segue, admite que uma das principais armas (corte de juros) não poderá mais ser utilizada contra a crise de crédito que assola o mercado interno do país. Obama reforça que uma vez maximizados os incentivos através de taxas, centralizará seus esforços no desenvolvimento da economia através de investimentos bilionários na infra-estrutura e inovação tecnológica, que segundo estimativas, irão gerar cerca de 2,5 milhões de empregos.
Mercados se animam após corte nos juros
O novo e impressionante patamar em que a taxa básica de juros dos Estados Unidos foi colocada após o segundo dia de reunião do FOMC (Federal Open Market Committee) animou em muito o fechamento dos mercados. O índice Dow Jones fechou o dia cotado a 8.924 pontos, alta significativa de 4,2%. O índice Bovespa, encerrou a terça-feira com alta de 4,37%, beirando 40 mil pontos. Bolsas asiáticas também absorveram a notícia de forma positiva, com destaque para Hong Kong, com alta de 2.68%. Hoje porém, muita atenção aos índices futuros americanos, que em média, estão tendo uma retração de 1,40%.
SEC inicia investigações a respeito do caso Madoff
A Security and Exchanges Comission (órgão norte americano semelhante à Comissão de Valores Mobiliários, CMV, no Brasil), dá início a profundas investigações a respeito do caso Madoff, considerado o segundo maior golpe da história dos Estados Unidos. O principal motivo desta investigação interna é descobrir como que a fraude não foi detectada antes pela comissão, tendo em vista que o órgão recebeu denúncias anônimas sobre o golpe desde 1999.
Notas gerais
Nissan corta produção de 78.000 veículos nas fábricas japonesas e demite 500 funcionários, além de anunciar redução gradativa no quadro de funcionários temporários entre janeiro e março de 2009.
China compra US$ 190 milhões em ações dos três principais bancos do país com intuito de valorizar as cotações.
Alemanha registra queda na inflação de 1,4% ao ano.
Canon suspende construção de nova fábrica de máquinas fotográficas no Japão devido a redução na demanda.
IPC medido pela FIPE registra 0,23% de inflação.
OPEP se reúne nesta quarta-feira para decisão final quanto ao corte na produção diária de barris de petróleo.
Perdigão planeja redução na produção para regularizar estoques no primeiro trimestre de 2009.
Fonte: ADVFN
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quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
Negociação Salarial pior do que nos tempos da ditadura.
Nos últimos meses um assunto vem me intrigando. Apesar do avanço da democracia no Brasil algumas categorias profissionais vêm sendo completamente ignoradas pelo poder público na hora da negociação dos reajustes salariais. Se durante a ditadura militar as negociações trabalhistas praticamente não existiam, hoje estão aí, mas nem todos os trabalhadores têm acesso, uma ditadura velada por um discurso democrático.
Em relação ao Governo Federal o maior exemplo foi o descaso com os profissionais da Receita Federal, órgão que garante os recordes de arrecadação, com profissionais preparados, qualificados e concursados, cuja passagem pela função vai além dos trinta anos, ao contrário de qualquer pessoa eleita ou que passa a comandar estes órgãos por simples indicação política. Não me refiro aqui apenas a um, mas a todos aqueles que ascendem as funções temporariamente por questões de indicação política e passagem de um determinado partido pelo poder.
O que mais me intriga em relação é o fato do Brasil estar sendo administrado por um partido político que foi um dos grandes responsáveis pelo avanço da democracia no Brasil e da valorização dos trabalhadores. Vale aqui não um julgamento do mérito da questão, mas como estes profissionais foram desrespeitados em relação à própria negociação salarial, uma questão de incoerência histórica.
Já o exemplo aqui em Santa Catarina é dado pelo descaso com os funcionários ligados a agricultura. Engenheiros agrônomos da Secretaria da Agricultura, CIDASC e EPAGRI já estão em estado de greve pelo que consideram como “Um desmando e um desrespeito sem precedentes na história das negociações salariais dos Engenheiros Agrônomos”. Afinal quem não tomaria uma atitude diante do atual quadro relatado pelo SEAGRO-SC (Sindicato dos Engenheiros Agrônomos de Santa Catarina) :
• São mais de 150 dias sem negociador oficial.
• Várias audiências e reuniões agendadas e depois desmarcadas pelo Governo.
• Cláusulas do ACT 2007/08 ainda não cumpridas.
• Secretários da Fazenda, da Articulação e da Administração se negando a receber os sindicatos e desautorizando o Secretário da Agricultura e os presidentes da Epagri e Cidasc a negociar.
Esse quadro deveria preocupar o Governo que deveria estar sensível as reivindicações da categoria, afinal a agricultura de Santa Catarina é exemplo para o Brasil e para o mundo, posto que é fruto do trabalho incansável desses agrônomos e dos demais funcionários da agricultura, e certamente nem sempre recebe a colaboração daqueles que estão apenas de passagem nos cargos comissionados.
E nem o município foge a regra. Durante a campanha eleitoral aqui em Florianópolis, pesquisa do IBOPE levantou que a principal preocupação da população é com a saúde. Os candidatos saíram logo atacando o setor como prioritário em suas plataformas de governo, porém, no entanto não ouvi nenhuma proposta sobre a melhoria para os funcionários do setor. Lembrando que o melhor atendimento a população depende também da valorização profissional. Sem falar no grave erro de avaliação e planejamento, pois todos apontam o atendimento dos postos de saúde como o grande vilão, mas de fato o que Florianópolis enfrenta é a falta de 400 leitos hospitalares, ou em outras palavras, a construção de um novo hospital.
Certamente muitos dos responsáveis irão colocar a culpa na lei eleitoral que proíbe o aumento salarial durante o período de seis meses antes das eleições, mas isso é só um paliativo para a falta de eficiência administrativa para tomada de decisão ou simplesmente a prática das prioridades na agenda dos políticos, o que indica a diferença clara entre discurso político e ação administrativa.
Nota:
A pior conseqüência desse descaso é que quando o salário começa a incomodar os funcionários é sinal que muita coisa já esta errada em outras esferas, coincidência ou não, tanto na Receita Federal quanto na Agricultura em Santa Catarina escândalos recentes vem abalando a moral desses funcionários. Os funcionários perdem a motivação e a sociedade acaba perdendo profissionais extremamente dedicados a função e aos resultados das organizações.
Em relação ao Governo Federal o maior exemplo foi o descaso com os profissionais da Receita Federal, órgão que garante os recordes de arrecadação, com profissionais preparados, qualificados e concursados, cuja passagem pela função vai além dos trinta anos, ao contrário de qualquer pessoa eleita ou que passa a comandar estes órgãos por simples indicação política. Não me refiro aqui apenas a um, mas a todos aqueles que ascendem as funções temporariamente por questões de indicação política e passagem de um determinado partido pelo poder.
O que mais me intriga em relação é o fato do Brasil estar sendo administrado por um partido político que foi um dos grandes responsáveis pelo avanço da democracia no Brasil e da valorização dos trabalhadores. Vale aqui não um julgamento do mérito da questão, mas como estes profissionais foram desrespeitados em relação à própria negociação salarial, uma questão de incoerência histórica.
Já o exemplo aqui em Santa Catarina é dado pelo descaso com os funcionários ligados a agricultura. Engenheiros agrônomos da Secretaria da Agricultura, CIDASC e EPAGRI já estão em estado de greve pelo que consideram como “Um desmando e um desrespeito sem precedentes na história das negociações salariais dos Engenheiros Agrônomos”. Afinal quem não tomaria uma atitude diante do atual quadro relatado pelo SEAGRO-SC (Sindicato dos Engenheiros Agrônomos de Santa Catarina) :
• São mais de 150 dias sem negociador oficial.
• Várias audiências e reuniões agendadas e depois desmarcadas pelo Governo.
• Cláusulas do ACT 2007/08 ainda não cumpridas.
• Secretários da Fazenda, da Articulação e da Administração se negando a receber os sindicatos e desautorizando o Secretário da Agricultura e os presidentes da Epagri e Cidasc a negociar.
Esse quadro deveria preocupar o Governo que deveria estar sensível as reivindicações da categoria, afinal a agricultura de Santa Catarina é exemplo para o Brasil e para o mundo, posto que é fruto do trabalho incansável desses agrônomos e dos demais funcionários da agricultura, e certamente nem sempre recebe a colaboração daqueles que estão apenas de passagem nos cargos comissionados.
E nem o município foge a regra. Durante a campanha eleitoral aqui em Florianópolis, pesquisa do IBOPE levantou que a principal preocupação da população é com a saúde. Os candidatos saíram logo atacando o setor como prioritário em suas plataformas de governo, porém, no entanto não ouvi nenhuma proposta sobre a melhoria para os funcionários do setor. Lembrando que o melhor atendimento a população depende também da valorização profissional. Sem falar no grave erro de avaliação e planejamento, pois todos apontam o atendimento dos postos de saúde como o grande vilão, mas de fato o que Florianópolis enfrenta é a falta de 400 leitos hospitalares, ou em outras palavras, a construção de um novo hospital.
Certamente muitos dos responsáveis irão colocar a culpa na lei eleitoral que proíbe o aumento salarial durante o período de seis meses antes das eleições, mas isso é só um paliativo para a falta de eficiência administrativa para tomada de decisão ou simplesmente a prática das prioridades na agenda dos políticos, o que indica a diferença clara entre discurso político e ação administrativa.
Nota:
A pior conseqüência desse descaso é que quando o salário começa a incomodar os funcionários é sinal que muita coisa já esta errada em outras esferas, coincidência ou não, tanto na Receita Federal quanto na Agricultura em Santa Catarina escândalos recentes vem abalando a moral desses funcionários. Os funcionários perdem a motivação e a sociedade acaba perdendo profissionais extremamente dedicados a função e aos resultados das organizações.
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